Plantio compensatório se estende na CUASO

Além de espécies exóticas, árvores mortas são substituídas por espécies nativas
Os anos também passam para as árvores. De acordo com levantamento realizado pelo Serviço Técnico de Gestão Ambiental (SVGA) da Prefeitura do Campus USP da Capital, a Cidade Universitária “Armando de Salles Oliveira” (CUASO) contava com 100 árvores mortas ou em processo de envelhecimento até o mês de abril. A previsão é de que ainda neste semestre todas sejam retiradas.

plantio compensatório

Destas 100, 78 estavam nas áreas comuns – avenidas Luciano Gualberto, Mello Moraes, Almeida Prado, Lúcio Martins Rodrigues e da Universidade, além das ruas do Lago, do Matão, Praça 1 e Travessa 14 – e 22 dentro de Unidades – estacionamentos do Instituto de Psicologia e Escola Politécnica.
Desde o início de abril, já foram removidas 54 árvores que estavam em situação fitossanitária ruim. “São árvores com risco de queda por doenças, avarias ou presença de cupins que prejudicaram seu estado e para as quais não há tratamento”, explica a engenheira agrônoma Márcia Regina Mauro, responsável pelo serviço técnico. Entre as árvores removidas, 10 estavam na Rua do Lago e corriam risco iminente de queda.

Esta iniciativa está inserida no plano de plantio compensatório da CUASO. Além da compensação de árvores decorrente da remoção de palmeiras invasoras e da construção do Parque dos Museus, as árvores mortas retiradas estão sendo substituídas por mudas arbóreas nativas, na proporção de 1:1. A compensação está prevista para ocorrer nos mesmos locais de retirada.

Todas as remoções foram autorizadas pelo Departamento de Parques e Áreas Verdes da Prefeitura de São Paulo (DEPAVE) e deverão compor o periódico de monitoramento anual, realizado no início da primavera, quando as árvores voltam a brotar, apresentando condições adequadas de análise.

Palmeira Invasora

A palmeira invasora, outro foco de compensação arbórea na CUASO, é uma espécie exótica originária da Austrália (Archontophoenix cunninghamiana). Também conhecida por palmeira imperial australiana, ela é muito utilizada em ornamentação por sua beleza.

Essa palmeira foi trazida aos jardins da USP na década de 1950. Devido à grande atratividade de seus frutos aos pássaros, foi rapidamente disseminada por todo o Campus, especialmente na Reserva Florestal localizada no Instituto de Biociências, um dos poucos fragmentos de Floresta Atlântica que restaram na cidade de São Paulo.

Com a finalidade de controlar o processo de invasão biológica, assim como restaurar a flora original dessa Mata Atlântica do Planalto Paulista, foi desenvolvido um plano de manejo, baseado na substituição das palmeiras invasoras por espécies arbóreas nativas, inclusive reintroduzindo-se espécies que hoje se encontram extintas no local.

O controle ou erradicação de espécies exóticas invasoras estão previstos em diversos instrumentos legais, como a Lei Federal 11.428/2006.

Publicado em 01/05/2013